É Possível Engravidar Tomando Pílula Anticoncepcional?

Para não deixá-la ansiosa sobre a resposta, vamos responder de cara. Sim! É possível engravidar tomando pílula anticoncepcional mesmo se você não esquecer de tomar o medicamento um dia sequer. Neste artigo nós vamos falar claramente sobre esse assunto que “perturba” tanto as mulheres que não planejam ter filhos no momento. Mas antes de entender como é possível engravidar mesmo tomando anticoncepcional, vamos rever um pouquinho da história desse remédio que revolucionou a sociedade.

Um Pouco da História da Pílula

A pílula anticoncepcional ENOVID chegou ao mercado em 18 de agosto de 1960, nos Estados Unidos da América, promovendo uma revolução no conceito sobre o sexo, que até então tinha apenas como objetivo promover a procriação. Inicialmente o marketing da época era feito divulgando que seu objetivo era o de minimizar os efeitos desagradáveis da menstruação, já que em alguns países como Alemanha, a contracepção utilizando medicamentos era proibida. O novo método contraceptivo oral foi criado para ser eficaz, barato, fácil de usar e com o propósito de inibir a ovulação, impedindo portanto que a mulher viesse a engravidar. Então, o sexo passou a ser realizado com mais freqüência entre os casais, pela simples busca do prazer que o ato proporciona. Definitivamente, a pílula anticoncepcional conferiu, em especial à mulher, liberdade sexual.

Isto fez com que as mulheres ganhassem poder de escolha, decidindo quando queriam ou poderiam se tornar mães. A criação e introdução da pílula na vida das mulheres a partir de meados do século XX, também  promoveu mudanças sociais e comportamentais definitivas: as mulheres puderam ingressar no mercado de trabalho, valorizando a própria vida e sua individualidade, mostrando que eram mais do que simples donas de casas. Contudo, alguns efeitos colaterais, preconceitos e dúvidas vieram juntamente com a pílula.

O que Está por Trás desse “Simples” Comprimidinho

Você já se perguntou de fato o que é a pílula anticoncepcional? A pílula é um combinado de hormônios – estrogênio e progestágeno – que inibem a ovulação e que devem ser administrados via oral diariamente, no mesmo horário e durante vinte e um dias. Assim, nos seis dias que se seguirão, a mulher vai menstruar o que significa que não ocorreu a fecundação e, portanto, não houve a gravidez. Acontece que a administração do contraceptivo oral implica em alguns efeitos colaterais que já eram visíveis desde a criação do novo método e que podem ser diversos e distintos de mulher para mulher. Os mais comuns são ganho de peso (devido à retenção de líquidos provocados pela ingestão dos hormônios), surgimento de vasinhos nas pernas, vômitos, tonturas, diarréias, dores de cabeças e irritabilidade – este último efeito é citado entre as mulheres como sendo o mais comum.

Mas enfim, como é possível engravidar usando anticoncepcional?

Bem, é possível sim engravidar fazendo o uso da pílula assim como de qualquer outro método contraceptivo. Estudos estatísticos são aplicados para saber qual a eficácia no uso de um medicamento ou método para não engravidar. Um exemplo é o PEAR, que demonstrou que dentre as 100 mulheres analisadas – 0,3 a 1,25 mulheres – das quais fizeram uso da pílula anticoncepcional corretamente, engravidaram sem desejar. Isso correspondente a 98,75 por cento de eficácia. Isto deixa claro que mesmo que seja uma pequena porcentagem (1,25%), existe chance sim de que ocorra uma gravidez indesejada mesmo fazendo o uso correto da pílula.

Pilula Anticoncepcional

Nenhum método contraceptivo segundo os médicos e a própria indústria farmacêutica, apresenta cem por cento de eficácia. As chances de falha aumentam mais quando a pílula anticoncepcional não é administrada corretamente, no mesmo horário todos os dias, ou ainda se a mulher estiver acometida de algum problema de saúde ou mal estar diário – como vômitos, ou diarréias que se sucedem logo após a ingestão do comprimido, ou até mesmo duas horas depois. O recomendável, caso tenha ocorrido um vômito logo após a ingestão da pílula, é que a mulher faça novamente a ingestão de um outro comprimido e que, além disso, nas próximas duas semanas, use outro método para evitar a gravidez indesejada.

Lembre-se ainda que a pílula não a protege de doenças sexualmente transmissíveis. Para aumentar a eficácia da pílula e ainda se proteger de DST’s recomenda-se fortemente o uso de preservativos.



Deixe um Comentário