Engravidar Depois dos 40 – Dicas, Riscos e Cuidados

Engravidar depois dos 40 anos pode trazer alguns riscos e preocupações. As complicações potenciais podem ser tanto para a mamãe quanto para o bebê ou para ambos. De certa forma, com o avanço da tecnologia, isso vem mudando. A cada dia vemos mais mulheres na faixa etária dos quarenta, ou até mais velhas (50 até 60 anos), engravidando e tendo filhos saudáveis.

A medicina está se especializando cada vez mais nesse assunto e por isso vemos muitos casos de sucesso hoje. Dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida mostram que o número de mulheres buscando tratamento para engravidar depois dos 40 dobrou de 1990 para 2002.

Parece uma tendência nos dias de hoje que as mulheres busquem primeiro uma estabilidade financeira e profissional para só depois de atingirem esse objetivo começarem a pensar em seu projeto familiar. Isso não é nenhum absurdo, principalmente em tempos em que a mulher não mais ocupa a posição de “cuidadora do lar”, como a décadas atrás. Hoje, a mulher trabalha fora, olha o “filho mais velho” (também conhecido como maridão), cuida da casa e ainda tem que se desdobrar para cuidar de si.

Engravidar depois dos 40 não tem apenas desvantagens: a mulher nesse caso já teve tempo de “curtir a vida”, viajar, ver o mundo e claro, amadurecer.  Além de uma maior segurança financeira, a sabedoria acumulada faz a diferença. Estudos demonstram que mães mais velhas tomam decisões melhores em relação aos cuidados e à educação dos filhos do que mães mais novas.

A presença e a atenção dispendida aos filhos também é muito maior no caso de pais mais velhos. E isso tem explicação lógica. Segundo Susan Heitler, terapeuta americana especialista em casamentos e relacionamentos familiares, “há menos pressão financeira, então esses pais não precisam trabalhar tantas horas por dia nem se estressam tanto por questões de carreira”.

Porém, a gravidez depois dos 40 (ou gravidez tardia como também são conhecidas as gestações quando a mulher já passou dos 35 anos), ainda é algo complicado e que necessita de uma série de cuidados, sendo não só aconselhável como necessário o acompanhamento de perto por um especialista.

Alguns riscos envolvidos:

  • Nesta faixa etária, a mulher tem mais propensão a ter diabetes gestacional e pressão alta durante a gravidez.
  • O risco de aborto espontâneo é muito maior se comparado as estatísticas de gestantes abaixo de 35 anos.
  • Os casos de prematuridade são muito maiores em gestações de mães com mais de 40 anos,  assim como os riscos do bebê sofrer alterações cromossômicas como aquelas relacionadas a Síndrome de Down.

Outro risco da mulher deixar para engravidar nesta idade é que ela pode não conseguir mais. Isso acontece porque as mulheres já nascem com um número determinado de óvulos que evidentemente vão se acabando com o passar da idade. Além disso, há riscos de miomas, tumores ovarianos e endometriose que, se manifestados, podem impedir terminantemente uma gravidez.

Mas mesmo com tantos riscos envolvidos, a gravidez depois dos 40 pode sim ter um final feliz. Há muitas mulheres que engravidam depois dos quarenta e têm gestações super tranquilas e bebês saudáveis, que crescem em famílias para lá de felizes.

Grávida com Filha

O acompanhamento médico é fundamental mesmo antes das tentativas da mulher engravidar, pois dependendo dos riscos a que você estiver propensa, seu médico lhe informará se você deve levar seu desejo a frente ou não. Portanto, se você estiver com quarenta ou mais, antes de qualquer coisa procure um médico e realize os exames necessários. Apesar da indicação do médico sobre os riscos, a decisão deve ser do casal. Avalie as orientações passadas e se achar necessário busque uma segunda opinião.

Gravidez “Natural” ou Assistida Após os 40?

É muito provável que, ao procurar um médico desde o início para ajudá-la no processo de engravidar, seja recomendado ao casal que mantenha relações sexuais duas a três vezes por semana, durante alguns meses. Esqueça a ansiedade e siga as orientações. Somente assim seu médico e vocês terão a certeza de que não consegue engravidar naturalmente e que devem portanto partir para os tratamentos de fertilização.

Enquanto “praticam” nesse período, pode ser que seu ginecologista peça alguns exames ou uma consulta com um especialista em fertilidade, para verificar se há algum problema em suas trompas ou com os espermatozoides do pai. Mesmo que você seja pega por uma notícia ruim, a maioria desses problemas é “corrigível”. Mesmo sem ter sucesso na tentativa de uma gravidez natural depois dos 40, dado o avanço da tecnologia e da medicina, hoje, a taxa de sucesso dos processos assistidos é muito alta. Portanto, mantenha sua expectativa e não desanime!



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